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	<title>belos textos na Aldeia</title>
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	<description>Uma colecção de poesias e poemas em prosa</description>
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		<title>Para atravessar contigo o deserto do mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner]]></category>

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		<description><![CDATA[Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade, para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu [...]]]></description>
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		<title>Carta aos amigos mortos</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis que morrestes &#8211; agora já não bate
O vosso coração cujo bater
Dava ritmo e esperança ao meu viver
Agora estais perdidos para mim
- O olhar não atravessa esta distância -
Nem irei procurar-vos pois não sou
Orpheu tendo escolhido para mim
Estar presente aqui onde estou viva.
Eu vos desejo a paz nesse caminho
Fora do mundo que respiro e vejo.
Porém [...]]]></description>
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		<title>Apesar das ruínas e da morte</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Sophia de Mello Breyner Andresen
(in Poesia)
Textos relacionadosPara atravessar contigo o deserto do mundoVai&#8230;Carta aos amigos mortosPorqueVirgo]]></description>
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		<title>Balada da Neve, de Augusto Gil</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros autores]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Balada da Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho&#8230;
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com [...]]]></description>
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		<title>Terror de te amar</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 00:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner]]></category>

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		<description><![CDATA[Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.
(Sophia de Mello Breyner Andressen)
Textos relacionadosPara atravessar contigo o deserto do mundoApesar das ruínas e da morteCarta aos amigos mortosPorqueO Rei da Ítaca]]></description>
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		<title>Se não puderes ser um pinheiro</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 00:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pablo Neruda]]></category>

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		<description><![CDATA[Se não puderes ser um pinheiro no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale, mas sê
O melhor arbusto à margem do regato
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não [...]]]></description>
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		<title>Ninguém avança pela vida em linha recta</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 00:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Henry Miller]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém avança pela vida em linha recta.
Por vezes, saímos dos trilhos.
Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó.
As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar.
No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver.
Alguns gastam um sem número [...]]]></description>
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		<title>Quem sou eu?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos nossos visitantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não posso dizer quem sou usando apenas uma palavra
Nem mesmo uma única frase
As palavras que expressam quem sou não cabem nesse espaço
Não sou nada
Mas ao mesmo tempo sou um monte de coisas
Sou um pouco de alegria misturado com tristeza
Sou um pouco de dor
Um pouco de solidão
Um pouco do que os meus amigos me ensinaram a [...]]]></description>
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		</item>
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		<title>Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 10:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Almada Negreiros]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar!
Quando voltar, é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho [...]]]></description>
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		<title>A raposa</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 10:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldeia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saint-Exupéry]]></category>
		<category><![CDATA[principezinho]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia &#8211; disse a raposa.
- Bom dia &#8211; respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui &#8211; disse a voz -, debaixo da macieira&#8230;
- Quem és tu? &#8211; disse o principezinho. &#8211; És bem bonita&#8230;
- Sou uma raposa &#8211; disse a raposa.
- Anda [...]]]></description>
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